Experiências Na Creche, Porque Não?


Numa destas manhãs surpreendi o grupo com um atelier de experiências fora de portas. O sol e a Primavera convidam a brincar no recreio e eu juntei-lhe uma mesa especial...
Tinas de água,  elementos de madeira,  naturais, frutos de casca dura, sementes... 
Do outro lado caixas de areia,  pás, peneiras,  moldes, regador, recipientes de vários tamanhos e capacidade...
«Todos nós, que trabalhamos com Educação Infantil, sabemos da importância das misturas para as crianças. Por exemplo, quando elas estão em um tanque de areia realizando experiências de transasamento de água e areia e são capazes de passar horas a fio nessa atividade. Que tipo de conhecimento está sendo engendrado ali? (...)
Toda a dimensão da imaginação humana que se baseia na experiência, no manuseio, na mistura, em massas, substâncias que se transformam pela nossa ação.»(DEHEINZELIN, 2008) 
Cada criança tem a liberdade para escolher a experiência e os elementos a utilizar nessa experiência. Além desta estação sensorial e manipulativa existem outras propostas ao dispor do grupo, podem permanecer ali, ou ir para os aparelhos motores, para os triciclos...
«As crianças têm a liberdade de escolher a forma de explorar, e a proposta é viabilizar a ampliação de possibilidades de exploração. O manuseio de materiais naturais pode favorecer aprendizagens importantes sobre materiais e suas transformações
as atividades de exploração de misturas de materiais naturais são bastante adequadas, pois possibilitam que, ao manipular os materiais, as crianças descubram os efeitos e/ou transformações que sua própria ação provoca na interação com o mundo.» Arte na creche

Não é a primeira vez que o grupo encontra estes materiais, estes estímulos, mas de cada vez que os encontra temos a preocupação de amplificar essa experiência. De a enriquecer, de dar oportunidade de a ver de outro angulo, promovendo oportunidade para ultrapassar as barreiras sentidas de outros momentos.
«Para garantir uma progressão de aprendizagens, é importante que as explorações sejam propostas com regularidade na rotina dos bebês e crianças  pequenas. A organização do tempo e a escolha dos materiais a serem explorados em cada atividade devem considerar a necessidade da repetição, pois algumas crianças podem reagir com repulsa quando em contato com algum material pela primeira vez. Por isso, precisam de mais tempo para aos poucos se familiarizarem com as sensações produzidas pelas suas características físicas. Como o tempo de exploração de cada criança é diferente, torna-se importante garantir atividades alternativas para que as que terminem antes possam se ocupar.
A regularidade das experiências de exploração de diferentes materiais possibilita que, além de as crianças observarem a relação entre as transformações e suas próprias ações, possam também observar as marcas que suas ações deixam em diferentes superfícies.» Arte na creche
A partir da observação da forma como as crianças exploram os materiais, o educador pode projetar a ampliação de desafios, procurando sempre reconhecer o que os pequenos já aprenderam e o que ainda podem explorar para avançar em suas experiências.

 Foto de Envolve-te


 Foto de Envolve-te
Depois de os observar, reunimos em equipa de sala, num momento mais retirado da prática para ler os nossos registos, comparar e ouvir o que o outro elemento observou, constatou e traçamos os planos para uma nova oportunidade de exploração.
Até breve!






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