Isolamento social, teletrabalho e o papel da escola

Quarentena, isolamento social...
É tempo de aceitar o tempo, aceitar o ritmo da situação. Se é assim com os adultos, com as crianças imaginem porque seria diferente?

O dever da família e da escola é ajudar as crianças a entender e a lidar com esta pausa, alimentando-a em continuidade.
Devemos evitar inundar as crianças e as famílias com atividades de entretenimento, daquelas instantâneas...e procurar nas propostas oportunidades que levem a criança a entender esta nova organização quotidiana lidando com as emoções, respeitando o seu desenvolvimento natural.

Que propostas são essas??

São todas as que envolvem e alimentam a RELAÇÃO ( entre a criança e o educador, entre ela e os colegas, entre a criança e a sua família), são as que alimentam a CONSTRUÇÃO DO SABER ( lançando provocações que façam a investigação prolongar -se no tempo, lembrem-se a criança se está a reorganizar temporalmente, evitem descobertas instantâneas que perdem o interesse rapidamente, apostem numa curiosidade diluída no tempo, à qual a criança possa voltar, ou partir daí a cada dia).

É preciso procurar PONTOS DE SUPORTE AFETIVO, partilhando com a criança e a família, elementos carregados do BELO, da ESTÉTICA, alimentando a sensibilidade e as CEM formas de expressão da criança
As propostas lançadas às crianças devem ter um fio de continuidade CONCEPTUAL, tal como fazemos na escola. Partindo dos FOCOS de interesse das crianças.
O importante é manter-nos fieis à centralidade da ação educativa, mantendo nele a CRIANÇA.
Respeitando o seu ritmo, tempo, disponibilidade e resposta.
É importante estarmos JUNTOS sem invadir a vida e a reorganização das famílias.

(Notas do encontro incrível organizado pela @viagenspedagogicas ,on line, no passado dia 27 de março, numa conversa com a maravilhosa neurocientista @Elvira Lima)
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