Durante o mês de Abril recebemos na escola umas senhoras que representam a Câmara Municipal de Benavente que nos convidou a participar no festival do arroz que terá lugar no mês de Maio, aceitámos o desafio e movemos recursos para descobrir como nasce este cereal tão comum nas terras da nossa lezíria. Nascia assim o nosso projeto « como nasce o arroz?»
Como sempre recorremos à nossa comunidade e a Milena convidou a Engenheira Sandra Catarino para vir à nossa sala falar da produção do arroz e ela trouxe proposta de fazermos uma experiência e cultivar o nosso próprio arroz...o resto foi aventura!!
 Ouvimos a Sandra e ela explicou-nos que em portugal não se planta arroz, em vez disso o arroz é semeado. São poucos os países onde isso acontece, como o caso da China, o país dos pais da Marta e do André. Então por cá apenas se pode semear!!
A Sandra disse que o arroz gosta de terra, de água e de sol... e nós descobrimos durante esta experiência que....
 A terra respira e que nela existe ar. Quando colocámos a água no vaso, vimos as bolhas de ar subir.  Observámos que a água leva tempo a beber toda a água...a terra molhada mudou de cor e a terra seca era bem mais clara! No campo da Lezíria quando se coloca água na terra os agricultores do arroz esperam dois dias para que a terra solte o ar e beba água suficiente...na sala não esperámos tanto porque o nosso vaso é pequeno.
 A Sandra explicou-nos que a semente do arroz é o próprio arroz com casca. Mas que para servir de semente deve ficar dois dias dentro de água para ficar bem gordinho!!!
Depois semeámos o nosso arroz, espalhámos as sementes no vaso...no campo o arroz pode ser semeado à mão ou com a ajuda de avionetas...
Depois de semeado, decidimos o local para deixar a nossa sementeira. A Sandra disse que o arroz gosta de sol, a Lara deu a ideia de colocar junto da janela, mas a Maria achou melhor levar para a horta, lá há mais sol que dentro da sala, e a Sandra achou essa ideia bem melhor!
Para que todos saibam o que está naquele vaso escrevemos uma etiqueta com a palavra ARROZ e lá fomos à horta deixar o vaso ao sol 
A Sandra disse que devemos ter alguns cuidados com o nosso vaso de arroz:
  • É preciso verificar o nível de água que deve ser de um dedo +ou-
  • É preciso esperar cerca de uma semana para ver o arroz ganhar as suas pequenas raízes e que nessa altura devemos diminuir a quantidade de água
  • E também nos explicou a função da água: serve de cobertor, arrefece as sementes durante o dia e aquece-as durante a noite!!!

Uma semana depois e lá fomos nós repor a água no vaso...
Depois fizemos o registo desta nossa experiência!
Lista de materiais...
Os elementos necessários ao crescimento das sementes...

O local escolhido para colocar o nosso vaso...na horta e aqui está a planta desse espaço!


Na sala iniciámos uma pesquisa de imagens sobre todo este processo no campo da Lezíria e aprendemos muito mais!!! 

Aprendemos que o campo fica coberto de água...

Que muda de cor enquanto crescem as sementes, o campo começa por ficar verde escuro e depois fica castanho, sinal de que o arroz está pronto a colher!
Os tractores que trabalham no arroz são diferentes, têm rodas de metal para poder andar na água lamacenta do campo da Lezíria!
O arroz pode pode ser semeado à mão com com  ajuda de avionetas

Com este projeto conhecemos uma nova profissão a de ceifeira e um novo instrumento de corte, a foice, é muito afiada e tem uma forma estranha que nunca tínhamos visto! As ceifeiras são ajudadas por tractores com reboques que colhem com elas o arroz!
E porque na agricultura não há desperdício descobrimos que a rama do arroz é colhida e transformada e palha que serve de cama e alimento aos animais da nossa terra, os cavalos e os toiros!
Sabemos que o arroz nasce com uma casca castanha que é descascado na fábrica e que aí se faz a separação e preparação para se poder vender o arroz nas lojas onde a mãe o compra!
Aprendemos muito com este projeto e tivemos a ideia de o «escrever» como forma de participação no festival do arroz, assim usámos a tábua de madeira deixada pelas funcionárias da câmara e realizámos um registo/resumo de tudo o que descobrimos!

Este trabalho estará na exposição do Arroz!!
Temos muito orgulho dele e também tivemos outra ideia...
Escrevemos convites à sala da Sandra e da Carla  para lhes contar como nasce o arroz, será no dia 3 de Maio e vamos usar um vídeo com as imagens que retirámos da net e os nosso desenhos para que todos entendam como nasce o cereal mais produzido na nossa terra!
Querem saber mais?
depois mostramos o vídeo que fizemos, fica prometido!


A nossa ação na educação deve assentar sempre num olhar atento ao outro à sua capacidade de nos apresentar o mundo da forma como ele o vê. Na nossa sala a reunião coletiva tem esse dever e função.Como nos apresenta Jacques Delors, na sua obra «Educação um tesouro a descobrir»
«a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.»

Este momento serve exatamente para nos abrir o mundo aos olhos daquele que o apresenta. Assim a Inês, depois de umas férias em cada da avó, trouxe à reunião um tesouro muito especial... pedras do rio
Encantou as colegas com este elemento e juntas planearam uma observação séria, munida de materiais sofisticados que lhes permitiria ver além do visível....
Descobriram linhas, pontos de luz brilhante, formas que fazem lembrar outras figuras e objetos...
Como todas as suas investigações, as pedras devem ser elemento de registo cuidado para que possa sem partilhada cada uma das suas descobertas

De volta à reunião o grupo de investigadoras divulga os recursos, meios as técnicas e o produto da sua investigação.
O pedaço de Mundo que a Inês nos trouxe hoje fez-nos ver com outros olhos esses simples elementos encontrados nas margem de um rio...
Aprender em cooperação é fantástico!
 «Os pilares são quatro, e os saberes e competências a  adquirir são apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim único de uma formação holística do indivíduo.»




«Estabelecem-se circuitos múltiplos de comunicação que estimulam o desenvolvimento de formas variadas de representação e de construção interactiva de conhecimento.
Esta matriz comunicativa é radicada por circuitos de comunicação das aprendizagens e de fruição dos produtos culturais, para que todos possam aceder à informação de que cada um dispõe e aos seus produtos de estudo e de criatividade artística e intelectual.
As trocas sistemáticas concretizam a dimensão social das aprendizagens e o sentido solidário da construção cultural dos saberes e das competências instrumentais que os expressam (a escrita, o desenho, o cálculo).» (http://www.movimentoescolamoderna.pt)

Quando existe partilha todos ficam a ganhar. Assim podemos aprender com quem pode ensinar e aprendeu primeiro que nós, juntos questionamos e podemos ampliar esse conhecimento que agora se apresenta. Foi com esta vontade que os frescos aceitaram o convite dos meninos da sala 6 e visitaram a exposição «Tartarugas», patente na biblioteca municipal.
Fomos recebidos pelos amigos que nos motraram como foram organizando as suas pesquisas. 

Observámos de perto o seu registo em teia

Depois a Sandra mostrou-nos onde vivem as tartarugas e como é o seu corpo

No carnaval os meninos da Sandra disfarçaram-se de tartarugas e pediram o fim do lixo nas praias e rios do nosso planeta

As tartarugas são ovíparos e nascem de ovos que a mãe deixa na areia da praia antes de voltar ao mar

Assistimos a um filme sobre o impato que a poluição tem na vida das tartarugas e ficámos muito preocupados....

Gostamos muito destas partilhas e aprendemos muito sobre as tartarugas marinhas.
Obrigada a todos os amigos da sala6 e à Sandra pelas explicações.
É tão bom aprender em cooperação!

Temos a sorte de ter perto da escola uma excelente biblioteca.  Excelente pelos livros e pelas pessoas que lá trabalham, como a Ana, que é uma linda contadora de histórias.  Desta vez encantou-nos com " João e o pé de feijão "

As histórias da Ana começam sempre com música 

Depois acontece a magia das palavras..
  

Ficámos rendidos por este feijoeiro mágico 

Depois exploramos nós as histórias 




E ajudámos o Tomás ver a aventura do João 


Voltámos para a escola com planos de realizar um teatro de fantoches com esta história 

Colocámos mãos à obra 


E fizémos nascer um fantocheiro e alguns fantoches 



Fizémos convites e marcámos o nosso espetáculo 


Convidámos a irina 

E os meninos da Paula 

Foi uma festa! 



Emprestámos os fantoches aos mais pequenos ☺

Depois na nossa sala tentámos a sorte é semeamos alguns feijões 

Usámos terra,  um vaso e água 

Depois escrevemos una etiqueta 
Será que haverá magia?
Depois mostramos tudo!