Este ano a nossa agenda tem uma novidade!!  Estamos sempre muito atentos à vossa opinião,  e chegou -nos a proposta de incluir na nossa agenda alguns conteúdos do nosso blogue, nos separadores mensais, assim recorremos a esta  tecnologia de leitura rápida de atalhos,  usando as tags como meio de busca.
Este ano letivo já tinha utilizado este meio com os frescos no projeto "como nasce o arroz".
  http://www.sitiodaeducacao.pt/2017/04/como-nasce-o-arroz.html
Como utilizar os QR codes?
É muito simples,  basta procurar a aplicação na Google play,  e transferi-la para o vosso telefone.   Irá encontrar diversas aplicações,  nós recomendamos a QR CODE reader. 
Para realizar uma leitura aponte o seu telefone ao código e aguarde o sinal sonoro.

Aparecerá de imediato o post dentro do nosso blogue,  fácil não? 

http://www.sitiodaeducacao.pt/2016/09/somos-grupo.html

A nossa agenda está cada vez melhor,  prática,  atual,  um instrumento indispensável para todos os educadores de infância, se ainda não tens a tua faz a tua encomenda em
http://www.sitiodaeducacao.pt/p/agenda-sitio-da-educacao-2017-2018.html
Aproveita antes que esgote!
Um abraço
Milena Branco


Chegou a hora de nos confortar-mos connosco próprios como  profissionais...é hora de mergulhar no que projetámos e no que realizamos, recolher as evidências, escutar-nos e observar-nos fora de nós mesmos, com o olhar de um investigador...É hora de Avaliar!
Importa refletir sobre esse ato de avaliar,  «A avaliação na educação pré-escolar é reinvestida na ação educativa, sendo uma avaliação para a aprendizagem e não da aprendizagem. É, assim, uma avaliação formativa por vezes também designada como “formadora”, pois refere-se a uma construção participada de sentido, que é, simultaneamente, uma estratégia de formação das crianças, do/a educador/a e, ainda, de outros intervenientes no processo educativo. Esta perspetiva de avaliação contextualizada (baseada em registos de observação e recolha de documentos situados no contexto), significativa e realizada ao longo do tempo, em situações reais, é também designada “avaliação autêntica” ou “avaliação alternativa”. Embora possa ser utilizada noutros níveis educativos, esta forma de avaliar tem particular importância na educação pré-escolar, em que, fazendo parte integrante e fundamental do desenvolvimento curricular, é inseparável da prática educativa.» (OCEPE,2016p.16)

 É momento para rever, reler, visualizar , fazer uso de todos os nossos instrumentos, documentos, fotos, vídeos, gravações de audio...colocamos as emoções de lado e vestimos a pele do investigador... 
Avaliar faz parte do processo natural da prática pedagógica, esta reflexão permite ao educador, olhar para a sua prática, fora da esfera diária, refletindo sobre o seu desempenho como promotor, andaime na construção de novos conhecimentos do seu grupo.
O educador convoca-se a uma reflexão séria sobre as abordagens, as parcerias, os instrumentos, a equipa, o grupo e o espaço onde decorreu toda a prática educativa, com vista á humilde recolha de elementos de mudança, que permitam melhorar e alargar os efeitos da sua prática pedagógica a planear para o próximo ano letivo. 



Começamos por avaliar o grupo, numa visão global e depois mais específica tomando cuidado nessa avaliação, respeitando o ritmo e cada um, aceitando cada criança como ser ativo e com voz própria, resta questionar
-estive disponível para  ouvir?
-estive atendo ás suas opiniões?Parti delas?
-Dei oportunidades iguis a cada uma, tendo em conta as suas capacidades reais?

«Cada criança tem uma identidade única e singular, tendo necessidades, interesses e capacidades próprias. ▪ Vive num meio cultural e familiar que deve ser reconhecido e valorizado.»(OCEPE,pg.12)
Para esta avaliação recorri aos meus apontamentos que registei na minha agenda Sítio da Educação no separador GRUPO, em cada FICHA INDIVIDUAL DO ALUNO


 

Uma grelha de dupla entrada dividida por áreas de conteúdo ou domínios, aqui tomei nota  das conquistas, das dificuldades, dos interesses...

O próximo passo é olhar para a prática educativa , refletindo sobre as decisões tomadas, as atividades e projetos que foram surgindo ao longo do ano...
É importante ouvir e promover oportunidades á criança para exprimir a sua opinião, confrontar-se com o seu crescimento, aprendizagem, os vídeos são uma óptima ferramenta para este exercício.


Podemos seguir algumas dicas de reflexão existentes nas OCEPE, depois de observar e reler os apontamentos mensais da nossa avaliação, eu usei as grelhas de avaliação mensal existentes no separador PLANIFICAÇÃO MENSAL

 

Uma tabela de dupla entrada organizada por áreas ou domínios, aprendizagens a promover, atividades a desenvolver e os recursos a utilizar. Aqui podemos avaliar as metas, e a forma de como as atingimos ou não, refletindo nesses aspetos facilitadores ou nas barreiras.
Depois devemos refletir sobre a forma como nasceram as temáticas de cada mês.


  • Planeia uma recolha e organização da informação diversificadas mas que seja exequível, selecionando o que é mais importante e pertinente?

  • Em que aspetos essa informação influenciou o planeamento, a melhoria do processo e das práticas educativas?

  • Como a partilhou com a equipa de sala? ▪ Partilha, debate e reflete regularmente com outros/as educadores/as o seu projeto curricular de grupo, os instrumentos de observação e registo e a forma como os utiliza e organiza? 
  •  O planeamento e a avaliação são participados e negociados envolvendo os diferentes intervenientes? Como e quando é que as crianças participam? Quais as oportunidades de participação que são dadas aos pais/famílias?
  •  O relato da avaliação é pensado em função dos destinatários: pais/famílias, outros profissionais, etc.? 
  •  A comunicação do processo e progressos da aprendizagem respeita normas éticas e deontológicas? Centra-se nos aspetos positivos e nos progressos das crianças? Não são divulgadas informações que possam prejudicar a criança e diminuir a sua autoestima? Respeita a privacidade das crianças e famílias?  


No final do ano letivo, as nossas anotações estão guardadas num mesmo documento (a agenda) e este poderá servir de apoio na redacção do documento de avaliação final da prática do educador. Serve também de rampa de lançamento para traçar novas metas, alterar estratégias e alguns procedimentos no arranque do novo ano letivo.


Um dos objetivos da existência da nossa agenda prende-se com a comodidade de poder compilar vários tipos de informação ao longo do ano letivo no mesmo instrumento, servindo também de memória futura, podendo recuar no tempo e realizar consultas nesta que pode ser uma agenda/portfólio do vosso trabalho.
Se ainda não tem este instrumento de registo pode encomendar o seu em http://www.sitiodaeducacao.pt/p/agenda-sitio-da-educacao-2017-2018.html




 Durante o mês de Abril recebemos na escola umas senhoras que representam a Câmara Municipal de Benavente que nos convidou a participar no festival do arroz que terá lugar no mês de Maio, aceitámos o desafio e movemos recursos para descobrir como nasce este cereal tão comum nas terras da nossa lezíria. Nascia assim o nosso projeto « como nasce o arroz?»
Como sempre recorremos à nossa comunidade e a Milena convidou a Engenheira Sandra Catarino para vir à nossa sala falar da produção do arroz e ela trouxe proposta de fazermos uma experiência e cultivar o nosso próprio arroz...o resto foi aventura!!
 Ouvimos a Sandra e ela explicou-nos que em portugal não se planta arroz, em vez disso o arroz é semeado. São poucos os países onde isso acontece, como o caso da China, o país dos pais da Marta e do André. Então por cá apenas se pode semear!!
A Sandra disse que o arroz gosta de terra, de água e de sol... e nós descobrimos durante esta experiência que....
 A terra respira e que nela existe ar. Quando colocámos a água no vaso, vimos as bolhas de ar subir.  Observámos que a água leva tempo a beber toda a água...a terra molhada mudou de cor e a terra seca era bem mais clara! No campo da Lezíria quando se coloca água na terra os agricultores do arroz esperam dois dias para que a terra solte o ar e beba água suficiente...na sala não esperámos tanto porque o nosso vaso é pequeno.
 A Sandra explicou-nos que a semente do arroz é o próprio arroz com casca. Mas que para servir de semente deve ficar dois dias dentro de água para ficar bem gordinho!!!
Depois semeámos o nosso arroz, espalhámos as sementes no vaso...no campo o arroz pode ser semeado à mão ou com a ajuda de avionetas...
Depois de semeado, decidimos o local para deixar a nossa sementeira. A Sandra disse que o arroz gosta de sol, a Lara deu a ideia de colocar junto da janela, mas a Maria achou melhor levar para a horta, lá há mais sol que dentro da sala, e a Sandra achou essa ideia bem melhor!
Para que todos saibam o que está naquele vaso escrevemos uma etiqueta com a palavra ARROZ e lá fomos à horta deixar o vaso ao sol 
A Sandra disse que devemos ter alguns cuidados com o nosso vaso de arroz:
  • É preciso verificar o nível de água que deve ser de um dedo +ou-
  • É preciso esperar cerca de uma semana para ver o arroz ganhar as suas pequenas raízes e que nessa altura devemos diminuir a quantidade de água
  • E também nos explicou a função da água: serve de cobertor, arrefece as sementes durante o dia e aquece-as durante a noite!!!

Uma semana depois e lá fomos nós repor a água no vaso...
Depois fizemos o registo desta nossa experiência!
Lista de materiais...
Os elementos necessários ao crescimento das sementes...

O local escolhido para colocar o nosso vaso...na horta e aqui está a planta desse espaço!


Na sala iniciámos uma pesquisa de imagens sobre todo este processo no campo da Lezíria e aprendemos muito mais!!! 

Aprendemos que o campo fica coberto de água...

Que muda de cor enquanto crescem as sementes, o campo começa por ficar verde escuro e depois fica castanho, sinal de que o arroz está pronto a colher!
Os tractores que trabalham no arroz são diferentes, têm rodas de metal para poder andar na água lamacenta do campo da Lezíria!
O arroz pode pode ser semeado à mão com com  ajuda de avionetas

Com este projeto conhecemos uma nova profissão a de ceifeira e um novo instrumento de corte, a foice, é muito afiada e tem uma forma estranha que nunca tínhamos visto! As ceifeiras são ajudadas por tractores com reboques que colhem com elas o arroz!
E porque na agricultura não há desperdício descobrimos que a rama do arroz é colhida e transformada e palha que serve de cama e alimento aos animais da nossa terra, os cavalos e os toiros!
Sabemos que o arroz nasce com uma casca castanha que é descascado na fábrica e que aí se faz a separação e preparação para se poder vender o arroz nas lojas onde a mãe o compra!
Aprendemos muito com este projeto e tivemos a ideia de o «escrever» como forma de participação no festival do arroz, assim usámos a tábua de madeira deixada pelas funcionárias da câmara e realizámos um registo/resumo de tudo o que descobrimos!

Este trabalho estará na exposição do Arroz!!
Temos muito orgulho dele e também tivemos outra ideia...
Escrevemos convites à sala da Sandra e da Carla  para lhes contar como nasce o arroz, será no dia 3 de Maio e vamos usar um vídeo com as imagens que retirámos da net e os nosso desenhos para que todos entendam como nasce o cereal mais produzido na nossa terra!
Querem saber mais?
depois mostramos o vídeo que fizemos, fica prometido!


A nossa ação na educação deve assentar sempre num olhar atento ao outro à sua capacidade de nos apresentar o mundo da forma como ele o vê. Na nossa sala a reunião coletiva tem esse dever e função.Como nos apresenta Jacques Delors, na sua obra «Educação um tesouro a descobrir»
«a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.»

Este momento serve exatamente para nos abrir o mundo aos olhos daquele que o apresenta. Assim a Inês, depois de umas férias em cada da avó, trouxe à reunião um tesouro muito especial... pedras do rio
Encantou as colegas com este elemento e juntas planearam uma observação séria, munida de materiais sofisticados que lhes permitiria ver além do visível....
Descobriram linhas, pontos de luz brilhante, formas que fazem lembrar outras figuras e objetos...
Como todas as suas investigações, as pedras devem ser elemento de registo cuidado para que possa sem partilhada cada uma das suas descobertas

De volta à reunião o grupo de investigadoras divulga os recursos, meios as técnicas e o produto da sua investigação.
O pedaço de Mundo que a Inês nos trouxe hoje fez-nos ver com outros olhos esses simples elementos encontrados nas margem de um rio...
Aprender em cooperação é fantástico!
 «Os pilares são quatro, e os saberes e competências a  adquirir são apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim único de uma formação holística do indivíduo.»




«Estabelecem-se circuitos múltiplos de comunicação que estimulam o desenvolvimento de formas variadas de representação e de construção interactiva de conhecimento.
Esta matriz comunicativa é radicada por circuitos de comunicação das aprendizagens e de fruição dos produtos culturais, para que todos possam aceder à informação de que cada um dispõe e aos seus produtos de estudo e de criatividade artística e intelectual.
As trocas sistemáticas concretizam a dimensão social das aprendizagens e o sentido solidário da construção cultural dos saberes e das competências instrumentais que os expressam (a escrita, o desenho, o cálculo).» (http://www.movimentoescolamoderna.pt)

Quando existe partilha todos ficam a ganhar. Assim podemos aprender com quem pode ensinar e aprendeu primeiro que nós, juntos questionamos e podemos ampliar esse conhecimento que agora se apresenta. Foi com esta vontade que os frescos aceitaram o convite dos meninos da sala 6 e visitaram a exposição «Tartarugas», patente na biblioteca municipal.
Fomos recebidos pelos amigos que nos motraram como foram organizando as suas pesquisas. 

Observámos de perto o seu registo em teia

Depois a Sandra mostrou-nos onde vivem as tartarugas e como é o seu corpo

No carnaval os meninos da Sandra disfarçaram-se de tartarugas e pediram o fim do lixo nas praias e rios do nosso planeta

As tartarugas são ovíparos e nascem de ovos que a mãe deixa na areia da praia antes de voltar ao mar

Assistimos a um filme sobre o impato que a poluição tem na vida das tartarugas e ficámos muito preocupados....

Gostamos muito destas partilhas e aprendemos muito sobre as tartarugas marinhas.
Obrigada a todos os amigos da sala6 e à Sandra pelas explicações.
É tão bom aprender em cooperação!

Temos a sorte de ter perto da escola uma excelente biblioteca.  Excelente pelos livros e pelas pessoas que lá trabalham, como a Ana, que é uma linda contadora de histórias.  Desta vez encantou-nos com " João e o pé de feijão "

As histórias da Ana começam sempre com música 

Depois acontece a magia das palavras..
  

Ficámos rendidos por este feijoeiro mágico 

Depois exploramos nós as histórias 




E ajudámos o Tomás ver a aventura do João 


Voltámos para a escola com planos de realizar um teatro de fantoches com esta história 

Colocámos mãos à obra 


E fizémos nascer um fantocheiro e alguns fantoches 



Fizémos convites e marcámos o nosso espetáculo 


Convidámos a irina 

E os meninos da Paula 

Foi uma festa! 



Emprestámos os fantoches aos mais pequenos ☺

Depois na nossa sala tentámos a sorte é semeamos alguns feijões 

Usámos terra,  um vaso e água 

Depois escrevemos una etiqueta 
Será que haverá magia?
Depois mostramos tudo!